Samsung Galaxy A57 5G: o primeiro intermediário da Samsung com Wi-Fi 6E e Bluetooth 6.0 — e Android garantido até 2032
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Foto oficial do fabricante (Samsung), usada para ilustrar esta análise.
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Para quem é (e para quem não é)
O A57 é para quem compra celular a cada quatro ou cinco anos e quer errar o mínimo possível nesse período. A ficha oficial carimba atualizações de segurança até 31 de março de 2032 — seis anos de validade escritos pelo fabricante. Some a isso uma Super AMOLED Plus de 6,7” a 120 Hz, 5.000 mAh, 179 g num corpo de 6,9 mm e conectividade que ainda não é comum nem em aparelho caro. É o intermediário para adulto que quer resolver o assunto e não pensar mais nele.
Não é para quem filma. O teto de 4K a 30 fps é uma escolha estranha num celular que reproduz 4K60 sem esforço. Não é para quem acumula arquivo: não há cartão de memória, e os 128 GB desta versão viram 106,6 GB reais. E não é para quem quer o celular como computador — não há suporte a DeX.
Wi-Fi 6E e Bluetooth 6.0 num intermediário
Duas linhas da ficha chamam mais atenção do que qualquer coisa no anúncio.
A primeira: Wi-Fi 802.11a/b/g/n/ac/ax em 2,4 GHz + 5 GHz + 6 GHz. A banda de 6 GHz é o que se chama de Wi-Fi 6E, e é uma faixa praticamente vazia — sem os vinte roteadores do prédio, sem o forno de micro-ondas, sem os fones Bluetooth do vizinho. Em apartamento com rede congestionada, é a diferença entre a videochamada travar e não travar. Aparelhos bem mais caros ainda não trazem isso.
A segunda: Bluetooth v6.0. É a versão mais recente que aparece em ficha de celular hoje, e chegou na linha A antes de virar padrão em outros lugares. Não muda a sua vida amanhã, mas é o tipo de item que decide se o aparelho ainda vai parecer atual em 2030 — que é exatamente a promessa que a data de 2032 faz.
Super AMOLED Plus de 6,7”, em 6,9 mm e 179 g
A Super AMOLED Plus de 6,7” (171,1 mm medidos como retângulo cheio, 166,4 mm considerando os cantos arredondados) entrega 1080 x 2340 a 120 Hz com 16 milhões de cores. É a tela que a Samsung sabe fazer melhor do que qualquer outra marca na faixa, e o “Plus” no nome não é enfeite — significa mais brilho e melhor comportamento sob sol.
O corpo tem 161,5 x 76,8 x 6,9 mm e 179 g. Vale parar nesse número: 6,9 mm de espessura com bateria de 5.000 mAh dentro é engenharia de aparelho premium. Muitos rivais com a mesma bateria passam de 8 mm e de 200 g. Na mão, o A57 é notavelmente mais confortável do que a diagonal de 6,7” sugere.
Câmeras: 50 + 12 + 5 MP, e o que cada uma faz
A ficha declara 50 MP (F1.8) + 12 MP (F2.2) + 5 MP (F2.4) atrás, com estabilização de imagem e foco automático, mais 12 MP (F2.2) na frente. O material oficial da Samsung identifica os papéis: principal de 50 MP, ultra-angular de 12 MP e macro de 5 MP.
O que importa nessa lista é a ultra-angular. Boa parte dos intermediários entrega ultra-angular de 8 MP, que produz uma foto visivelmente pior do que a principal e some no escuro. Os 12 MP daqui são uma câmera de verdade — você pode usar o modo panorâmico sem pagar pedágio de qualidade. Já o macro de 5 MP é o item de sempre: existe para o anúncio ter três números.
A frontal de 12 MP é boa, mas não tem foco automático, o que aparece quando você grava vídeo falando de perto. E a gravação para em 4K a 30 fps, com câmera lenta de 240 fps em HD.
Bateria de 5.000 mAh, eSIM, NFC e som estéreo
São 5.000 mAh com até 29 horas de reprodução de vídeo declaradas — número que coloca o A57 confortavelmente na categoria “dia inteiro sem ansiedade”. A ficha traz som estéreo, NFC, leitor de digital, eSIM além do chip físico (dá para rodar dois números mantendo o slot) e 5G nas bandas usadas no Brasil, incluindo n77 e n78.
Do lado das economias: a porta USB-C roda em USB 2.0, velocidade de transferência de celular de entrada; não há DeX; e a Samsung não lista armazenamento externo, confirmando a ausência de microSD.
Vale a pena?
A nota 8,5 premia um conjunto raro: a tela que a Samsung faz melhor, um corpo fino e leve que esconde 5.000 mAh, conectividade mais moderna do que a de celulares caros e uma data de validade de software assinada — 31 de março de 2032. Para quem quer comprar uma vez e ficar em paz por anos, é dos aparelhos mais racionais do mercado nacional.
Seguram a nota o teto de 4K30 num aparelho que claramente daria conta de mais, a ausência de cartão de memória num modelo de 128 GB e o USB 2.0. Nenhum desses itens estraga a compra — mas todos são economias visíveis num produto que acertou quase tudo. Consulte o preço atual no botão e compare com a versão de 256 GB antes de fechar: sem microSD, essa decisão é definitiva.
Compare também
O Galaxy A37 5G é a comparação obrigatória: costuma sair pelo mesmo dinheiro com o dobro do armazenamento, mas com ultra-angular de 8 MP e sem Wi-Fi 6E. Um degrau acima, o Galaxy A56 5G mostra o que muda quando se paga por moldura de metal e IP67. E se a conversa for subir de patamar, o Galaxy S26 5G é o salto para 8K, Wi-Fi 7 e zoom óptico de verdade.
Prós
- Atualizações de segurança declaradas pela Samsung até 31 de março de 2032
- Super AMOLED Plus de 6,7" (1080 x 2340) a 120 Hz
- Wi-Fi 6E com banda de 6 GHz — raríssimo nessa faixa, e ausente até em rivais mais caros
- Bluetooth 6.0, a versão mais nova da ficha de qualquer celular da linha A
- 6,9 mm de espessura com 179 g: fino e leve para uma tela de 6,7"
- Trio traseiro de 50 + 12 + 5 MP com estabilização de imagem e ultra-angular de 12 MP de verdade
- Frontal de 12 MP com abertura F2.2
- Bateria de 5.000 mAh com até 29 horas de reprodução de vídeo declaradas
- eSIM além do chip físico: dá para rodar dois números sem abrir mão do slot
Contras
- Gravação de vídeo trava em 4K a 30 fps — não há 4K60 mesmo com o aparelho reproduzindo 4K60
- Sem cartão de memória: os 128 GB (106,6 GB livres) são o que você terá para sempre
- Porta USB-C em USB 2.0, velocidade de transferência de celular de entrada
- Sem suporte a Samsung DeX
- A câmera frontal não tem foco automático
- O terceiro sensor é um macro de 5 MP — na prática, um número no anúncio
De onde vêm estes dados
Não compramos este produto. Esta análise reúne especificações do fabricante e medições de testes independentes — as fontes estão abaixo para você conferir.
Perguntas frequentes
Até quando o Galaxy A57 recebe atualização?
A Samsung declara na ficha oficial do aparelho: atualizações de segurança válidas até 31 de março de 2032. É uma data assinada pelo fabricante, não estimativa — e é o que sustenta a ideia de comprar este celular para ficar cinco ou seis anos com ele, algo que quase nenhum concorrente na faixa oferece por escrito.
O A57 tem entrada para cartão de memória?
Não. A ficha oficial não lista armazenamento externo. São 128 GB nesta versão, com 106,6 GB efetivamente disponíveis depois do sistema. Se você guarda muito vídeo ou foto no aparelho, considere a versão de 256 GB — porque ampliar depois não será possível.
Ele grava em 4K60?
Não. A ficha oficial declara gravação em UHD 4K (3840 x 2160) a 30 fps. O detalhe curioso é que o mesmo aparelho reproduz vídeo 4K a 60 fps — ou seja, a tela e o decodificador dão conta, a limitação está na captura. Para câmera lenta, ele oferece 240 fps em HD.
O que é Wi-Fi 6E e por que isso importa aqui?
A ficha lista Wi-Fi 802.11ax operando em 2,4 GHz, 5 GHz e 6 GHz. Essa terceira faixa, a de 6 GHz, é o 'E' do 6E: uma avenida vazia, sem os vizinhos e o forno de micro-ondas competindo. Na prática significa conexão mais estável em prédio cheio de roteador. É especificação de celular caro aparecendo num intermediário — e nem o irmão A37 tem.
Vale mais o A57 de 128 GB ou o A37 de 256 GB?
Depende do que você guarda. Pelo preço costuma ser um empate técnico, e aí a comparação fica clara: o A57 leva ultra-angular de 12 MP (contra 8 MP do A37), Wi-Fi 6E, Bluetooth 6.0, processador mais rápido e 17 gramas a menos. O A37 leva o dobro do armazenamento. Se você não vive com o celular cheio, o A57 é o aparelho melhor; se vive, o A37 resolve o problema que mais incomoda no dia a dia.
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